O delegado Dr. Bruno afirmou, durante entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (19), que o professor vítima da agressão registrada na madrugada de sábado (17), em Deodápolis, foi atingido na cabeça com uma viga de madeira. O ataque ocorreu em um local isolado, sem câmeras de monitoramento ou testemunhas, às margens da rodovia que liga o município a Ivinhema.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi encontrada inconsciente, com intenso sangramento na região do crânio, em uma edícula abandonada. No local, os policiais localizaram a viga de madeira utilizada na agressão, com cerca de um metro e meio de comprimento, além de vestígios que indicam que o golpe foi desferido naquele ponto.
De acordo com a investigação, o caso é tratado como tentativa de latrocínio, uma vez que houve a subtração do veículo do professor. Conforme explicou o delegado, a morte não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade do autor ou dos autores, o que sustenta o enquadramento jurídico adotado até o momento.
O automóvel da vítima foi localizado posteriormente na entrada de Ivinhema. No interior do carro, não foram encontrados vestígios de luta ou agressão, o que reforça a hipótese de que a violência ocorreu fora do veículo. A Polícia Civil realizou perícia no automóvel e recolheu impressões digitais, que passam por análise.
A polícia informou ainda que todas as pessoas que estiveram com o professor em uma confraternização horas antes do crime já foram identificadas e ouvidas. Até o momento, não há suspeitos formalmente apontados.
O estado de saúde do professor é considerado estável, porém ele permanece inconsciente, internado em hospital de Dourados, após passar por cirurgia de reparação do crânio. As investigações seguem em andamento, com análise de laudos periciais e imagens de câmeras de segurança da região.