Geral Legislativo - MS
Para evitar mortes, deputada pede reforço na sinalização do anel viário
A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) solicitou ao governador Eduardo Riedel (PSDB), por intermédio do secretário de Infraestrutura e Logística, ...
08/08/2025 07h02
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MS

A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) solicitou ao governador Eduardo Riedel (PSDB), por intermédio do secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, a implantação urgente de sinalização viária no trecho do anel viário de Dourados, especialmente em frente à Aldeia Boqueirão/Bororó.

O pedido inclui a instalação de placas de advertência, lombadas eletrônicas e dispositivos de moderação de tráfego, como parte de uma ação preventiva para proteger pedestres, ciclistas e moradores da comunidade indígena que circulam diariamente pelo local.

“Estamos lidando com um trecho urbano de grande fluxo, onde transitam crianças, estudantes e trabalhadores, todos expostos a riscos diários. O número de acidentes e a falta de sinalização mínima tornam inaceitável a omissão do poder público”, afirmou a deputada.

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Lia Nogueira acrescentou que o anel viário, à época em que foi construído, tinha como objetivo desafogar o tráfego pesado de caminhões e carretas no perímetro urbano. “Só que hoje a cidade cresceu, essa região avançou muito, principalmente por causa dos condomínios fechados. E, hoje, virou uma situação em que o Governo do Estado tem que intervir para garantir a segurança. Porque é uma região que cresceu muito e o trânsito ficou cada vez mais movimentado. Mas a sinalização não acompanhou essa mudança, que precisa ser mais reforçada e eficaz, para evitar acidentes com morte”, pontuou.

O local registra, com frequência, acidentes graves, como o ocorrido em 31 de julho de 2025, quando o indígena Adão Brites Amarília, de 42 anos, da etnia Kaiowá, morreu ao ser atropelado por uma carreta, próximo à entrada da Aldeia Bororó. O caso gerou comoção entre os moradores, que já realizaram diversos protestos cobrando providências do Estado.

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Outro acidente semelhante ocorreu em 2024, quando Catalino Gomes Lopes, também indígena, foi atropelado por uma caminhonete e não resistiu. Na ocasião, o corpo foi velado na pista como forma de protesto.

“Não dá para aceitar que vidas continuem sendo perdidas em um local onde a prevenção é possível. A sinalização e os mecanismos de controle de velocidade são medidas simples, mas salvam vidas. Por isso, pedimos proteção à população indígena e a todos que transitam por ali”, completou Lia Nogueira.

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