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Censo Escolar 2021 divulga dados sobre docentes e diretores da educação básica
Ativista paquistanesa escreve carta ao presidente do Senado, abordando a evasão escolar, essencialmente entre meninas
29/03/2022 10h25
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Informações do Censo Escolar 2021, publicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no dia 31 de janeiro deste ano, evidenciam o contexto, no Brasil, no que tange à realidade de professores e diretores de escolas de educação básica. Um obstáculo apontado pelo Censo diz respeito à formação continuada de diretores em gestão escolar: um em cada 10 conta com alguma especialização.

Além disso, também foi analisado o acesso à função de diretor. Nos municípios, 66,4% dos profissionais são indicados pela gestão. Já no estado, esse número cai para 23,9%. O Censo também mostra que 5,9% das pessoas que atuam em um cargo de direção enfrentam um processo seletivo qualificado e, posteriormente, são eleitas e nomeadas pela gestão local (da cidade). Em escolas estaduais, esse número é de 13,7%.

Também é importante ressaltar que, quando o acesso é realizado por concurso público, percebe-se uma proximidade nos números das escolhas entre municípios (7,4%) e estados (7,8%), e o profissional assume a função após aprovação do certame. A primeira etapa do Censo contabilizou 2,2 milhões de docentes e 162.796 profissionais em cargos de direção. A maioria dos profissionais em cargo de gestão escolar é mulher (80,7%) e 89,5% contam com formação superior.

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Ganhadora do Nobel da Paz pede ações contra evasão escolar no território brasileiro

Ainda sobre educação, ressalta-se a importância de se investir em uma educação socioemocional. A ativista paquistanesa Malala Yousafzai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2014, enviou uma carta ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em que solicita a procura e a reinserção eficiente de estudantes no Brasil, essencialmente meninas, que abandonaram a escola por conta de consequência sociais e econômicas da pandemia da Covid-19. O conteúdo da carta foi lido pela coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e membro da Rede de Ativistas pela Educação do Malala Fund no Brasil, Andressa Pellanda, em audiência pública, realizada no dia 21 de fevereiro deste ano, no Senado.

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Na carta, dentre outros assuntos, Malala ainda tece elogios acerca do desenvolvimento da política educacional do Brasil após as alterações no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Porém, a ativista salienta que a pandemia interrompeu esse progresso e fez com que estudantes abandonassem as escolas, principalmente as meninas. "A pandemia de covid-19 reverteu muitas conquistas, com 10% dos alunos de 10 a 15 anos relatando que não retornarão às salas de aulas quando as escolas reabrirem. Pesquisas do Fundo Malala mostram que o aumento das taxas de pobreza, responsabilidades domésticas, trabalho infantil e gravidez na adolescência afetaram desproporcionalmente a capacidade das meninas de aprender durante a pandemia, impedindo o retorno delas à escola", aponta Malala na carta ao Senado. A ativista foi convidada a integrar-se à audiência, mas não pôde comparecer.