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Pesquisa do Gartner mostra desafios para retenção de talentos na área de TI
Segundo pesquisa, apenas 29% apenas parte dos profissionais de TI têm intenção de permanecer em seus empregos atuais
28/03/2022 10h45
Por: Redação Fonte: Agência Dino

De acordo com a mais recente pesquisa do Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, os trabalhadores de Tecnologia da Informação estão mais inclinados a deixar seus empregos do que os funcionários que exercem outras funções. O estudo indica uma intenção 10,2% menor de permanecer em suas posições em relação aos números de funcionários que não são da área de TI – essa é a menor entre todas as funções corporativas.  

Globalmente, apenas 29,1% de trabalhadores de TI do mundo têm intenção de permanecer em seus empregos atuais. A média é menor quando analisamos os números da Ásia (19,6%), Austrália e Nova Zelândia (23,6%) e América Latina (26,9%). Mesmo na Europa, a região com melhor desempenho, apenas quatro em dez funcionários de TI (38,8%) possuem intenção de permanecer nas empresas que os empregam atualmente.Para preparar a pesquisa, o Gartner entrevistou 18.000 profissionais de todo o mundo no quarto trimestre de 2021, incluindo 1.755 funcionários do setor de tecnologia. As respostas foram coletadas em 40 países e em 15 línguas diferentes.  

“Embora a retenção de talentos seja uma preocupação comum para os líderes de C-Level, os Chief Information Officers (CIOs) estão no epicentro da questão, com uma grande parte de sua força de trabalho em risco”, diz Graham Waller, Vice-Presidente e Analista do Gartner. “Já existem empresas de TI implementando novas políticas de retorno ao escritório apenas para enfrentar demissões em massa, revertendo o curso de suas ações. Os CIOs provavelmente terão que defender mais flexibilidade no desenho do novo formato de trabalho do que o resto de suas organizações, pois os funcionários de TI são os mais propensos a sair de seus empregos, diante da maior demanda do mercado e maior interesse pelo trabalho remoto do que outros funcionários.” 

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O desafio de retenção de talentos de TI varia de acordo com a faixa etária e a região. Por exemplo, trabalhadores de TI com menos de 30 anos relatam duas vezes e meia menos probabilidade de permanecer do que aqueles com mais de 50 anos. 

Os dados mostram que políticas de trabalho mais flexíveis e centradas no ser humano podem reduzir o atrito e aumentar o desempenho. Em uma pesquisa do Gartner em 2021, feita com 3.000 funcionários de uma ampla variedade de setores, funções e geografias, 65% dos funcionários de TI disseram que a possibilidade de trabalhar de forma remota ou híbrida afetariam suas decisões de permanecer na organização. 

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Analistas do Gartner indicam que os CIOs devem usar uma abordagem orientada por dados para identificar os trabalhadores que estão em maior risco, e quais são os mais valiosos, para propor adaptações nas políticas de trabalho híbridas para manter suas equipes engajadas e com alto desempenho. 

Um modelo de trabalho centrado no ser humano pode melhorar a atração e retenção de talentos, assim como os resultados dos negócios. Para alcançar estes sucessos, o Gartner aconselha os líderes a repensarem suposições desatualizadas sobre o trabalho e que são desnecessariamente limitantes, incluindo: 

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- Horário de trabalho — As empresas progressistas estão capacitando pessoas e equipes para decidir quando fazem seu melhor trabalho, sendo pioneiras em novos horários e com a semana de quatro dias. 

- Uso do escritório — A pandemia quebrou o mito de que os funcionários só podem trabalhar de verdade em um escritório onde os gerentes possam vê-los. A maioria das organizações agora está planejando um futuro híbrido, com processos que reconheçam que os funcionários podem ser produtivos no trabalho remoto, como para a execução de tarefas que exijam maior foco, por exemplo, enquanto o escritório se torna mais adequado apenas para certas atividades de trabalho, como conexão humana e colaboração. 

- Reuniões — A cultura das reuniões começou na década de 1950, quando as pessoas tinham que se reunir fisicamente para tomar decisões. Agora, as ferramentas de colaboração assíncrona e síncrona permitem a tomada de decisão distribuída, colaboração e criatividade. “Os CIOs que adotam um design de trabalho centrado no ser humano irão contratar, reter e superar aqueles que retornam aos paradigmas de trabalho da era industrial”, diz o analista do Gartner.