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Novembro Roxo aborda a prematuridade e seus desafios

Durante todo mês a ONG Prematuridade realizará uma série de atividades com foco em informação, educação e acolhimento

16/11/2020 08h10
Por: Redação Fonte: Portal do MS
Novembro Roxo aborda a prematuridade e seus desafios

Novembro é o mês internacional de sensibilização da prematuridade. Um tema delicado, mas que precisa ser abordado para que haja uma mudança dessa realidade. O Brasil é o 10º país com mais partos prematuros no mundo, com cerca de 340 mil nascimentos de bebês nessas condições por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Quando um bebê nasce antes de ter completado 37 semanas de gestação ele é considerado prematuro. Se o nascimento ocorre antes das 28 semanas ele é um prematuro extremo. Dados da Rede Cegonha mostram que de 29.830 nascidos vivos, entre janeiro a outubro deste ano em Mato Grosso do Sul, 3.360 (12%) são prematuros, sendo 452 (11%) prematuros extremos. A taxa de mortalidade é de 11%.

A pediatra e neonatalogista Dra. Kamilla Amaral Gonçalves Moussa, afirma que a prematuridade é mais comum do que imagina grande parte da população. "É uma condição de nascimento que abala a estrutura dos pais, pois cai por terra toda expectativa gerada diante da chegada de uma nova vida. Em muitos casos o bebê corre risco de vida, passa por período longo de internação nas unidades neonatais. A boa notícia é que na grande maioria dos casos é uma condição que se pode PREVENIR com um pré-natal bem feito", orienta.

Denominada Prematuridade.com, a Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros, conta com representantes em todo País. Aqui em Mato Grosso do Sul são quatro voluntários que tem a missão de ampliar o debate sobre o tema, além da criação e fiscalização de políticas públicas e a capacitação de profissionais de saúde.

Denise Barros de Azevedo é uma dessas voluntárias e define sua história como "triste e feliz". Com uma gravidez trigemelar, em que os riscos de o parto acontecer antes da hora são maiores, suas meninas Adelia, Maria e Helena nasceram de 27 semanas. Devido as complicações da prematuridade apenas uma delas resistiu. "Elas nasceram em agosto e a Helena só veio para casa em dezembro depois de 144 dias de UTI neonatal", lembra a mãe.

"O maior desafio da mãe de prematuro não é somente a UTI, são todos os cuidados necessários para que diminuam as consequências da prematuridade", afirma. Do nascimento à ida para casa já se passaram mais de 3 anos, e depois de muitas terapias e cuidados preventivos, Helena é uma criança muito ativa e além das sessões de fonoaudiologia, faz equitação, natação e antes da pandemia já estava frequentando a escola. Força e resiliência são as palavras usadas por Denise para enfrentar as adversidades que a prematuridade impôs. "Dia após dia. Só quem é mãe de UTI sabe o que estou falando", finaliza.

Ações de sensibilização

Devido a pandemia do novo coronavírus as ações de conscientização se resumem ao virtual. Durante todo mês a ONG Prematuridade realizará uma série de atividades com foco em informação, educação e acolhimento.

Por meio da Rede Cegonha a Secretaria de Estado de Saúde (SES) irá promover o Fórum Perinatal voltado a profissionais de saúde trabalhando temas como sífilis, hipertensão e cuidados que as gestantes precisam ter para evitar a prematuridade, além do transporte de recém-nascido grave até o serviço de segurança adequado.

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