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Coronavírus Curado

Menino de 2 anos diagnosticado com Covid-19 se recupera e tem alta após 13 dias internado

Porém, de acordo com Thamy, a febre continuou subindo muito rápido e demorando para baixar. No mesmo dia, os pais decidiram levar Nicollas a um hospital, desta vez em Arujá.

07/07/2020 10h19
Por: Redação Fonte: 94 FM Dourados
Menino de 2 anos diagnosticado com Covid-19 se recupera e tem alta após 13 dias internado

Nicollas tem apenas dois anos, mas já precisou mostrar a força de um pequeno guerreiro para vencer uma difícil batalha que enfrentou recentemente. Morador de Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, ele foi diagnosticado com Covid-19 e teve graves complicações de saúde que o fizeram ficar internado por 13 dias.

Nicollas teve alta há cerca de duas semanas e agora dá sequência à recuperação em casa. De acordo com a mãe, Thamy de Sant'Anna Barros, ele ainda precisa de acompanhamento médico de perto e de algumas medicações. Porém, após longos dias de muita preocupação e de idas e vindas a hospitais, os pais de Nicollas agradecem pela recuperação do filho, considerada por eles um milagre.

"Quero agradecer a todos, a equipe médica, de enfermagem, amigos, familiares. Descobri que havia pessoas orando por ele até fora do Brasil. Fortaleza, Paraná, Pernambuco. A vitória não é só minha. É de todos aqueles que oraram por ele".

Os primeiros sintomas e a busca pelo diagnóstico

Thamy conta que tudo começou no dia 3 de junho, quando Nicollas apresentou febre. A mãe achou que poderia se tratar de alguma infecção, então o pai, Elizeu Junior, levou o filho a um hospital em Itaquaquecetuba.

"A médica disse que as amídalas estavam um pouco grandes e receitou medicamentos para cortar a febre. Ele voltou para casa. Naquele mesmo dia já começamos a dar os medicamentos. Mas, diferentemente de outras vezes em que ele teve infecção de garganta ou de ouvido, a febre não estava baixando. Demorava muito para baixar e subia muito rápido e tínhamos medo que ele tivesse uma convulsão", lembra a mãe.

Dois dias depois, Nicollas começou a se queixar de muitas dores na barriga. A mãe imaginou que, por conta da febre, poderia ser infecção de urina, então novamente levou o filho ao hospital, onde foram feitos exames de sangue e de urina.

"O exame de sangue deu um pouco alterado na parte viral. Quando estávamos aguardando sair o resultado, percebi, enquanto ele dormia, que havia umas manchas nas mãos, na barriga, nas costas. Pedi para a enfermeira chamar o médico na sala. Ele examinou, apertou as manchinhas e, como elas sumiam, ele falou que não era preocupante, que poderia ser do sangue, alguma reação, mas não suspendeu nenhum remédio e pediu para a gente voltar para casa e continuar com o antibiótico, porque provavelmente seria garganta mesmo".

Porém, de acordo com Thamy, a febre continuou subindo muito rápido e demorando para baixar. No mesmo dia, os pais decidiram levar Nicollas a um hospital, desta vez em Arujá.

"Chegando lá, o médico disse que seriam exantemas, que não são uma doença, mas sim um sintoma de algum vírus. Ele disse que a febre fica geralmente por cinco dias e, quando dão cinco dias, essas manchas estouram pelo corpo todo. Só que o Nicollas já tinha tido febre por quatro dias, e as manchas surgiram no segundo dia. Mesmo assim, a gente sabe que um organismo acaba sendo diferente do outro e imaginamos que poderia ser isso mesmo. Por desencargo de consciência, foram pedidos exames de urina e de sangue. Ele colheu e foi medicado".

A mãe de Nicollas lembra que, como era tarde, foram para casa e voltaram ao hospital no dia seguinte, quando o quadro do garoto se manteve. "Fomos examinados por outro médico. O médico que pegou os exames dele suspeitou de uma possível meningite".

"Aquele foi o pior momento para mim. Sempre tive muito medo dessa doença. Entrei em desespero, chorava. O médico falou que seria necessário fazer o exame. Fui para fora do hospital e esperei o procedimento acontecer. Quando saiu o resultado, deu negativo para meningite".Segundo Thamy, no dia seguinte, Nicollas continuou tendo febre e dor na barriga. Também estava com o olho inchado e com secreção, além de não estar se alimentando e bebendo água. Os pais decidiram levá-lo ao hospital novamente, mas, por recomendação de colegas da farmácia onde trabalha em Itaquaquecetuba, Thamy procurou uma clínica médica em Mogi das Cruzes.

"Ele já tinha mais manchinhas na região genital, os olhos estavam bem inchados e vermelhos. O corpo já tinha mais bolinhas. As mãos e os pés estavam bem gelados. A médica deu o diagnóstico de Síndrome de Kawasaki, mas disse que lá não podia me dar o suporte e que ele precisava ir para o hospital, fazer outros exames e receber soro imediatamente".

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