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Abraji deve incluir assassinato de Veras no programa investigativo "Tim Lopes"

Léo Veras trabalhava havia mais de 15 anos na região de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com a cidade sul-mato-grossense de Ponta Porã

13/02/2020 20h57
Por: Redação Fonte: Dourados News
Crédito: Reprodução/Facebook
Crédito: Reprodução/Facebook

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) emitiu nota nesta quinta-feira (13) lamentando a morte do jornalista brasileiro Lourenço Veras, conhecido como Léo Veras, assassinado com 12 tiros na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero na noite de ontem (12).

A instituição informou que está avaliando a inclusão do caso no Programa Tim Lopes, que apura assassinatos de jornalistas e comunicadores no exercício da profissão. Atualmente o programa investiga as mortes dos radialistas Jefferson Pureza (GO) e Jairo de Sousa (PA).

A Abraji também cobrou agilidade das autoridades nos esclarecimentos das circunstâncias do crime. “Todo assassinato de jornalista é uma tentativa de calar o mensageiro, comprometendo a liberdade de imprensa”, pontua.

Veras respondia pelo site de notícias Porã News, que noticia a disputa do narcotráfico na fronteira entre Brasil e Paraguai, e já havia recebido ameaças de morte. 

“A Abraji se solidariza com a família, os colegas de profissão e os amigos do jornalista. E reitera a necessidade de autoridades acompanharem, com rigor, ameaças a jornalistas e comunicadores. É dever do Estado prover todos os meios possíveis para garantir a segurança dos profissionais de imprensa”, diz o texto divulgado pela Associação.

MARCADO

Léo Veras trabalhava havia mais de 15 anos na região de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com a cidade sul-mato-grossense de Ponta Porã, uma das principais portas de entrada de drogas e armas no Brasil. 

Em 2017, Léo Veras falou com o Programa Tim Lopes, projeto da Abraji, sobre o assassinato dos colegas jornalistas Paulo Rocaro e Luiz Henrique “Tulu” em Ponta Porã. 

Na época, Veras relatou que ele e a esposa quase não participavam de eventos sociais públicos, por medo da violência: “Eu sempre peço que não seja tão violenta a minha morte, com tantos disparos de fuzil”.

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