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Flamengo volta à Libertadores sem escalar jogador a qualquer custo na parte física

Livre de um problema muscular duplo, no adutor e posterior da coxa direita, o zagueiro foi relacionado após quase um mês longe dos gramados

21/08/2019 08h04
Por: Redação
Fonte: Extra
Brasileiro Championship - Flamengo v Gremio Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Brasileiro Championship - Flamengo v Gremio Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS

Apesar do desfalque de Gabigol, o Flamengo inicia a disputa das quartas de final da Libertadores nesta quarta-feira, no Maracanã, mais inteiro em relação à etapa anterior da competição, quando passou pelo Emelec com o sacrifício de Everton Ribeiro e Arrascaeta.

O motivo se deve à revisão na preparação física e no controle de carga dos jogadores lesionados feitos pela comissão técnica de Jorge Jesus. Em duas semanas cheias de treinamento, o técnico deu ênfase à parte física e à recuperação de atletas com lesões musculares, e, contra o Internacional, conseguiu ter de volta ao menos Rodrigo Caio.

Livre de um problema muscular duplo, no adutor e posterior da coxa direita, o zagueiro foi relacionado após quase um mês longe dos gramados. Lincoln, que assim como o defensor se lesionou contra o Botafogo, ainda está fora, pois voltou a sentir dores e segue tratamento mais conservador.

A maior cautela dá o tom após o Flamengo perder Arrascaeta, Rodrigo Caio, Lincoln e Gabigol por lesões musculares em menos de um mês. Desde então - na verdade antes até - o técnico Jorge Jesus foi alertado pelos profissionais do Centro de Excelência em Performance do Flamengo sobre o excesso de carga e os riscos de lesões, mas decidiu escalar os jogadores mesmo assim.

Com a proliferação de problemas em meio a duelos decisivos da Copa do Brasil e da Libertadores, a nova comissão técnica deu passos para trás e passou a escutar mais os profissionais do clube que lideraram o processo nos últimos anos. O chefe médico Márcio Tannure voltou a ter voz mais ativa e influenciar nas decisões.

Diferentemente das temporadas anteriores, a opção do novo técnico, com respaldo da diretoria, foi a de rodar menos o elenco e lançar todos os jogadores possíveis em meio a jogos decisivos, sem levar em conta as chances maiores de um problema muscular.

O resultado ficou claro: o Flamengo perdeu atletas não apenas por pancada ou traumas, casos de Diego e Vitinho, mas principalmente pelo desgaste físico oriundo dos treinamentos mais intensos, e da sequência de jogos sem rodar o time. A avaliação foi feita internamente por toda a comissão técnica e os protocolos revisados.

Na semana livre após a derrota de 3 a 0 para o Bahia, em que o time demonstrou claros sinais de esgotamento físico no segundo tempo, o trabalho do dia a dia focou na parte física. Passada a decisão contra o Emelec, Everton Ribeiro dosou os minutos, Arrascaeta foi mais substituído, Cuellar chegou a ser poupado.

Os fisiologistas, que passaram a receber jogadores lesionados apenas para tratamento quando Jesus chegou, participaram mais do plano de treino preventivo, como era feito anteriormente. As fases de transição no Ninho do Urubu respeitaram mais a evolução dos jogadores em recuperação. E como prova a ausência de Gabigol contra o Inter, não mais se escalou jogador a qualquer custo.

O controle de carga para evitar a chamada fadiga muscular normalmente é feito a partir de exames de termografia, com luz infravermelha. Com o jogador sob risco, a decisão sobre a utilização do atleta antes era compartilhada com os profissionais do CEP. Desde que chegou, Jorge Jesus tem a palavra final. E assim segue. Mas agora os ouvidos do treinador estão mais atentos.

Flamengo admite adaptação em processos

Procurado, o Flamengo enviou um posicionamento em que admite a adaptação nos processos em meio a chegada de Jorge Jesus. Nele, diz que será necessário tempo para que tudo funcione perfeitamente, já que a nova comissão trabalha no clube há apenas dois meses.

Confira o comunicado:

“O Flamengo trabalha de forma multidisciplinar no departamento de futebol, o que transformou o clube em referência na prevenção e recuperação de lesões. A chegada de novos profissionais na comissão técnica demanda um tempo de adaptação para que todos os processos estejam familiarizados. É importante destacar que o pico de lesão aconteceu no período inicial de jogos após a troca no comando. O clube ainda enfrentou uma situação atípica, já que dois atletas passaram por cirurgia e outros dois tiveram lesões traumáticas.

O trabalho do controle de carga da preparação física é equilibrado com os profissionais do CEP (Centro de Excelência em Performance) e o processo requer um tempo para que funcione perfeitamente, já que o departamento de futebol atravessa uma transição com a chegada de profissionais oriundos da escola europeia.

Vale ressaltar que a comissão técnica comandada por Jorge Jesus trabalha há apenas dois meses no dia a dia de treinos do Ninho do Urubu, período no qual o Flamengo decidiu classificações em competições importantes e realizou dez jogos no espaço de pouco mais de um mês.

O técnico Jorge Jesus escala o time de acordo com a necessidade do compromisso em questão e após as avaliações dos profissionais envolvidos no processo multidisciplinar"

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