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No dia do motociclista, as cinco rotas mais cobiçadas do planeta

A data -- 27 de julho -- foi escolhida depois que o deputado Alcides Franciscatto (extinto PDS) atendeu a um pedido da Associação Brasileira de Motociclistas

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27/07/2019 05h42Atualizado há 2 meses
Por: Redação
Fonte: Conversion / IMPACTONEWS
(Crédito: Divulgação)
(Crédito: Divulgação)

Hoje é o Dia Nacional do Motociclista, data criada pelo governo brasileiro em 1998. Até aquele ano, associações, grupos e motoclubes a celebravam em dias diferentes dependendo da região do país, apesar da demanda antiga por uma unificação. 

A data -- 27 de julho -- foi escolhida depois que o deputado Alcides Franciscatto (extinto PDS) atendeu a um pedido da Associação Brasileira de Motociclistas, que queria homenagear um dos mecânicos mais queridos da Honda à época, Marcus Bernardi, morto nessa data em 1974. A sugestão foi encaminhada ao Congresso pelo dono da concessionária da fabricante japonesa em Sorocaba, no interior de São Paulo, Rogério Gonçalves.

Os motoqueiros da América do Sul, apesar de terem datas comemorativas distintas (na Argentina é no dia 5 de março, por exemplo), têm como referência a viagem de moto feita há mais de 60 anos pelo então médico Ernesto Guevara e seu amigo de universidade, Alberto Granado. Eles partiram de Buenos Aires, na Argentina, para uma viagem de motocicleta pela América do Sul sem data de retorno. 

A jornada, contada no filme Diários de Motocicleta, dirigido pelo brasileiro Walter Salles e estrelado pelo premiado ator mexicano Gael García Bernal, também inspira até hoje gerações de motociclistas pelo mundo em busca de estradas difíceis que signifiquem, ao mesmo tempo, uma vitória sobre a natureza. Entre as rotas épicas dos motoqueiros de qualquer parte do planeta, o continente se tornou destino obrigatório. 

"Nos grupos nas redes sociais, todos os estrangeiros falam que precisam cruzar estradas do Chile ou da Bolívia antes de morrerem", comenta o jornalista Guilherme Claro, que faz parte do circuito de viajantes de moto.

"Foi a coisa mais incrível que eu fiz na vida", afirmou o maranhense Omar Barroso Jr., que passou um mês pelo continente em uma moto de 1200 cilindradas -- saindo do Maranhão e indo até o deserto do Atacama, no Chile, totalizando 14 mil quilômetros rodados. "É aquilo: algumas roupas na bolsa, dinheiro, uma boa manutenção da moto, um capacete adequado e uma boa dose de ousadia para não desistir no meio do caminho", completa.

A seguir, o Impacto News mostra quais são (e por que são) as rotas de moto mais cobiçadas do planeta.

Camino a los Yungas - Bolívia

Construída na década de 1930 por paraguaios prisioneiros em território boliviano, a estrada de 64 quilômetros de uma ponta a outra aproveitou as curvas das montanhas entre as cidades de La Cumbre e Yungas, no departamento de La Paz, para moldar seu percurso. 

Por ficar na lateral da montanha e ser uma descida de mão única sem proteção nas pontas e curvas, ela foi considerada a "pior estrada do mundo" pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, em 1995. 

Mais de dez anos depois, o governo abriu outra estrada mais segura, mas muitos motociclistas ainda preferem descer o Camino a los Yungas em busca da aventura de ter que, inclusive, assinar um atestado de consciência do perigo da estrada antes de descê-la.

Route 66 (“The Mother Road”) - Estados Unidos

Largamente a rota mais famosa do mundo, a Route 66 cobre quase 4 mil quilômetros de extensão, conectando o centro-oeste estadunidense com a Costa Oeste, partindo de Chicago rumo a Los Angeles. Ao longo da estrada passam os estados de Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México e Arizona. 

Em 1985, a Route 66 foi substituída por uma rede de rodovias interestaduais, mas viajar pela rota segue sendo voltar ao passado. As paradas de caminhão, os sinais em Art Déco, as pequenas cidades e os estabelecimentos que oferecem as mesmas bebidas dos anos 1960 são tão parte da viagem quando conhecer a linha dos empobrecidos fazendeiros da Grande Depressão, de 1929. 

Para ouvir durante a viagem: Get Your Kicks On, canção composta em 1946 por Bobby Troup e regravada anos depois pelo jazzista Nat King Cole.

Estrada de Karakoram - Paquistão

Se as estradas descritas até aqui são perigosas, talvez ainda não exista uma palavra para descrever a estrada de Karakoram, no Paquistão. Ela começa na cidade de mesmo nome e termina no vilarejo de Tato, perto da montanha de Joot, a 3.300 metros do nível do mar - onde a pista de terra e cascalho ocupa a lateral de uma montanha e se estreita ao tamanho de um único carro sem nenhum tipo de proteção que evite a queda no abismo. 

"Um erro básico e você cai", sentencia o motociclista João Rosa, brasileiro que explora estradas desse nível de dificuldade pelo mundo. Segundo viajantes, o caminho nunca foi reparado desde a sua construção por moradores do vilarejo de Nanga Parbat, milhares de anos atrás, quando carros eram algo inimaginável. Mesmo hoje, o trecho final só pode ser feito andando ou de bicicleta ou moto. 

No entanto, caso se sobreviva às suas curvas, a recompensa é belíssima: a montanha Nanga Parbat, nona maior do mundo e segunda do Paquistão.

Transalpine - França e Itália

Viajar de Grenoble, na França, passando pelos alpes suíços até chegar a Veneza, na Itália, é a rota de moto mais conhecida da Europa. Durante o verão, o trânsito na estrada pode ser mais carregado, de forma que o motociclista precisa estar preparado para algumas paradas no caminho. 

Começando na França, a estrada se estende por 2,4 mil quilômetros pelo país, cruzando ainda a Suíça, a Áustria e a Itália. Nos alpes, é possível escolher seguir viagem em meio às montanhas - que não são tão fáceis de guiar. Se for esse o caso, vale a pena passar no ponto alto da região: o Passo do Stelvio, cuja estrada está situada a 2,7 mil metros do nível do mar. 

Highway to Middle Earth - Nova Zelândia

Dos alpes do Norte para os alpes do Sul: na Nova Zelândia está uma das paisagens naturais mais bonitas do mundo, por onde passa uma estrada de 2,1 mil quilômetros de extensão. 

Começando e acabando na cidade de Christchurch, a maior cidade da Ilha Sul do país e a terceira maior da Nova Zelândia, com cerca de 376.700 habitantes, ela permite uma viagem ao longo da costa do Pacífico até alcançar a cidade de Nelson, na parte leste da ilha. A estrada passa por lugares incríveis, como o Lago Mapourika, a geleira Franz Josef, o Parque Nacional Aspiring e o Passo Haast. 

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