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Cabo Almi defende liberdade imediata de Lula e afastamento de Bolsonaro e Moro

Mensagens atribuídas ao ex-juiz Sergio Moro e ao procurador Deltan Dallagnol mostram que os dois trocavam colaborações quando integravam a força-tarefa da Operação Lava Jato

11/06/2019 08h01
Por: Redação
Fonte: Midia Max
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Deputado estadual Cabo Almi diz que houve interferência nas eleições de 2018. (Foto: Luciana Nassar/ ALMS)
Deputado estadual Cabo Almi diz que houve interferência nas eleições de 2018. (Foto: Luciana Nassar/ ALMS)

O deputado estadual Cabo Almi (PT) espera que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja solto imediatamente, após a divulgação de conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, e o procurador federal Deltan Dallagnol, pelo site The Intercept Brasil, no domingo (9).

Entre os diálogos vazados, estão registros de que os dois trocavam colaborações quando integravam a força-tarefa da Operação Lava Jato. Moro foi o juiz responsável pela operação em Curitiba. Ele deixou a função ao aceitar o convite do presidente, em novembro, após a eleição.

Nas conversas privadas, membros da força-tarefa fazem referências a casos como o processo que culminou com a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por causa do tríplex de Guarujá, no qual o petista é acusado de receber R$ 3,7 milhões de propina da empreiteira OAS em decorrência de contratos da empresa com a Petrobras.

Para Cabo Almi, as conversas revelam que houve uma interferência do Judiciário e do Ministério Público para impedir que Lula participasse das eleições em 2018, pois demonstram que agilizaram o processo com esse intuito e estavam motivados a impedir entrevistas do ex-presidente.

“Só quem não quer entender, quem não quer ver, não percebe que houve uma quebra do regime democrático de direito, da livre escolha para escolher alguém. Tudo para fazer o Bolsonaro presidente da República. Tudo organizado, orquestrado para que o resultado não fosse outro”, argumentou Almi ao Jornal Midiamax, nesta segunda-feira (10).

O parlamentar defende que, diante dessa interferência externa no pleito de 2018, o Congresso Nacional deve se posicionar no sentido de realizar novas eleições.

“Acho que alguém deve entrar com pedido de impeachment desse Bolsonaro, de afastamento do Moro do Ministério da Justiça, para que de fato a gente continue em um país livre e soberano, em que a vontade democrática seja respeitada. O que não foi feito nas eleições passadas. E o Supremo tem que colocar o Lula em liberdade o mais rápido possível”, vaticina Cabo Almi.

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