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Quais as origens dos nomes das capitais latino-americanas?

É um fato histórico que, em sua maioria, as capitais dos países da América Latina nasceram muito antes dos processos de independência, e por isso que estão até hoje repletas de acontecimentos acumulados e importantes para a região

22/03/2019 15h55
Por: Redação
Fonte: Conversion

Muitas cidades da América Latina levam nomes de santos da Igreja Católica, mas outras são derivações de palavras dos povos originários dos seus países e algumas terceiras possuem batismos que até hoje não se sabe com exatidão de onde vieram.

É um fato histórico que, em sua maioria, as capitais dos países da América Latina nasceram muito antes dos processos de independência, e por isso que estão até hoje repletas de acontecimentos acumulados e importantes para a região. A seguir, o Fato Online ajuda a explicar as origens de alguns dos seus nomes:

Assunção - Paraguai

Assunção (Asunción, em espanhol) é o nome oficial da capital do Paraguai, mas, quando a cidade foi fundada, em 1537, seu nome era "La Muy Noble y Leal Ciudad de Nuestra Señora Santa María de la Asunción". A própria criação do cabildo, a instituição de administração espanhola, foi posterior: em 1541. A cidade foi batizada pelo conquistador espanhol Domingo Martínez, que logo se converteu no governador da localidade.

Assunção, portanto, é um dos exemplos de cidades latino-americanas que devem seus nomes à Igreja Católica, que impôs seus valores durante a conquista do império espanhol. Assunção, ainda assim, é conhecida entre os paraguaios como "Madre de las ciudades" ("Mãe das cidades", porque, durante a conquista, foi dali que várias expedições partiram para fundar outras cidades na região.

Bogotá - Colômbia

Também chamada de Santa Fe de Bogotá, Distrito Capital e Bogotá D.C, é a capital colombiana e, como aconteceu com várias cidades da América Latina e do próprio país, recebeu muitos nomes antes e depois de sua fundação, em 1538. Bogotá, Facatá ou até Mueketá, como também pode ser chamada, têm o mesmo significado indígena: fim do vale.

As palavras têm origem no vocábulo bacatá, do idioma chibcha, falado pelos índios muisca, que viveram nestas terras antes da conquista espanhola. Para eles, Bacatá era o local mais importante de suas terras. Em 1538, um assentamento militar espanhol chamado Nuestra Senõra de la Esperanza se estabeleceu justamente ali e, dois anos depois, batizou o local como Santafe.

O nome permanece hoje em um dos clubes de futebol mais importantes do país: o Santa Fe, sediado na capital. Porém, em 1819, depois da independência colombiana, a cidade voltou ao seu nome indígena -- Bogotá.

Brasília - Brasil

Brasília, capital brasileira desde 1960, tem a ver com o nome do país. Substituta do Rio de Janeiro e de Salvador, que foram as antigas capitais, a cidade foi planejada pelo então presidente Juscelino Kubitschek para representar o país bem na parte central, onde até então não havia quase nada.

Engana-se, porém, quem pensa que o nome surgiu na época da construção: a sugestão partiu em 1821, pelo "patriarca da Independência", José Bonifácio, naturista e político brasileiro, que hoje batiza várias floriculturas de Brasília.

À época vice-presidente da Junta de São Paulo, ele orientou os representantes da província nas cortes de Lisboa para que "se levante uma cidade central no interior do Brazil para assento da côrte ou da regencia, que poderá ser na latitude, pouco mais ou menos, de 15 gráos, em sítio sadio, ameno, fertil e regado por algum rio navegavel".

A proposta constitucional (aditamento à Constituição portuguesa, que ainda colonizava o Brasil naquele ano) chegou a ser publicada em 1822, possivelmente por um dos constituintes orientados por Bonifácio, sugerindo o nome da cidade: "No centro do Brazil, entre as nascentes dos rios confluentes do Paraguay e Amazonas, fundar-se-ha a capital deste reino, com a denominação — Brasília — ou qualquer outra".

Buenos Aires - Argentina

Há uma brincadeira entre os argentinos que conta que, quando os espanhóis chegaram à capital do país pela primeira vez, batizaram aquelas terras com o nome de Buenos Aires ("bons ares") por causa do ar limpo e puro que encontraram. Mas a história é diferente.

Buenos Aires é, na verdade, a história de uma devoção católica. O nome foi decidido na sua primeira fundação, em 1536: Real de Nuestra Señora Santa María de Buen Ayre. O conquistador espanhol Pedro de Mendoza a batizou em honra à matriarca cristão dos navegantes de Sevilha, na Espanha, que também é conhecida como Virgen Bonaira.

Na segunda fundação da cidade, em 1580, outro explorador espanhol, Juan de Garay, a rebatizou como Ciudad de la Trinidad, e assim foi até os anos 1990. "Ninguém se preocupou em mudar o nome oficial da cidade até 1996, quando finalmente ela foi rebatizada pelo Estado de Ciudad Autónoma de Buenos Aires", contou o jornalista Diego Zigiotto -- autor do livro Las mil e una curiosidades de Buenos Aires -- em um texto no jornal Clarín. Apesar da estranheza, a cidade sempre foi chamada pelos moradores e estrangeiros de Buenos Aires.

Caracas - Venezuela

O nome oficial da capital venezuelana é, na verdade Santiago de León de Caracas. Fundada em 1567 pelo conquistador espanhol Diego de Losada, há várias teorias para justificar a origem do batismo da metrópole.

Não se discute que Santiago é o apóstolo da igreja católica e que León é uma homenagem ao governador da província na época, Pedro Ponce de León y Riquelme. Mas e Caracas?

Uma das hipóteses é que se trata de uma lembrança das tribos indígenas que habitavam as terras antes da cidade, que eram conhecidas por "valle de los caracas". Outra teoria, porém, afirma que a palavra diz respeito a uma flor comum nos campos do território da hoje capital, cuja referência para os índios era o nome "caraca".

Havana - Cuba

A atual capital cubana foi fundada em 1519 como Villa de San Cristóbal de la Habana. São Cristóvão era o santo eleito como patrono da cidade desde a colonização espanhola, e a expressão "La Habana" surgiu porque assim se chamavam os primeiros assentamentos dos invasores, segundo dados do portal estatal EcuRed. Apesar da variedade de teorias, a mais aceita afirma que o nome surgiu do cacique taino Habaguanex, líder indígena quando da chegada dos conquistadores à ilha caribenha.

Lima - Peru

Fundada em 1535, o nome da capital peruana também suscita discussões: uma das teorias afirma que a palavra referencial para o batismo da cidade foi limaq, do quéchua, que deriva de rimaq ("o que fala" ou "o que tem capacidade de falar").

Mas o linguista Rodolfo Cerrón-Palomino, da Pontificia Universidad Católica del Peru, diz que, na verdade, o nome da cidade não se refere aos habitantes, mas ao rio Rimac, que era conhecido pelos nativos como "rio falador" porque, ao arrastar pedras em suas margens, ele gerava um som semelhante a um cochicho.

Cidade do México - México

O nome genérico da capital mexicana é uma derivação histórica da localização da megalópole latino-americana: o nome foi dado pelo conquistador espanhol Hernán Cortés depois da história complexa envolvendo a relação entre os exploradores e os índios aztecas, que haviam construído ali a grande cidade de Tenochtitlán -- o relato vale um artigo à parte.

A capital manteve o nome oficial de México-Tenochtitlán até 1970, quando foi rebatizada de Distrito Federal. Em 2016, no entanto, voltou a se chamar Cidade do México.

A palavra México é a tradução e a simplificação espanhola para a palavra Metztlixihtlico, do idioma asteca -- que significa "o centro da lua" ("metztli" é lua e "xictli" é centro). Alguns linguistas defendem, ao contrário, que a tradução correta é "umbigo da lua".

Montevidéu - Uruguai

O nome da capital uruguaia é outro que suscita grandes debates até hoje: alguns dizem que a palavra apareceu primeiramente nos mapas espanhóis como "Monte VI D. E-O", o que, traduzindo-se os códigos, significaria "sexto monte do Leste ao Oeste". Isso porque era assim que a cidade era vista quando se navegava pela costa do Rio da Prata, que banha toda a pequena metrópole.

No entanto, outros defendem que a inscrição "Vidi" foi dada pelo explorador italiano Américo Vespúcio quando ele descobriu o mesmo monte, em 1501. Uma terceira hipótese sustenta que, ao ver a montanha, um vigia que navegava ao lado do explorador português Fernando de Magallanes, gritou: "Monte vide eu" ("Eu vi um monte"), juntando os idiomas português, latim e galego.

Quito - Equador

Ainda que todos conheçam a capital equatoriana simplesmente como Quito, o nome oficial da cidade é San Francisco de Quito. Até hoje não se sabe o motivo certo para o nome, porque "a maioria das hipóteses se parecem mais com lendas", diz um artigo do diário El Comercio.

A teoria mais aceita em torno do nome é que Quito provêm da língua chibcha, dos índios quitu-cara, habitantes originários da região de Pichincha, no Equador. A palavra quitu significa, em termos gerais, "o centro do mundo". Fundada oficialmente pelos espanhóis em dezembro de 1534, ela recebeu o nome de San Francisco em homenagem ao santo patrono da cidade.

Alguns historiadores equatorianos sustentam que a fundação de Quito não aconteceu em dezembro, mas, sim, em agosto daquele ano, pelas mãos de Diego de Almagro, e não de Sebastián de Belalcázar. Almagro também teria batizado uma vila com o nome de Santiago de Quito na atual cidade de Cajabamba, no Peru, a 1.498 km da hoje capital equatoriana

Santiago - Chile

Fundada em 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdivia, ela foi batizada, na verdade, com o nome Santiago del Nuevo Extremo -- porque ele, oriundo de Extremadura, na Espanha, quis honrar o santo cristão que também é conhecido como patrono do seu país.

Sucre - Bolívia

Ainda que La Paz seja a sede do Poder Executivo e do parlamento, a capital histórica e constitucional da Bolívia é Sucre, a 692 km da metrópole mais conhecida. O nome é oriundo do revolucionário venezuelano Mariscal de Ayacucho, ou Antônio José de Sucre, que foi um dos libertadores da América.

Sucre, porém, nem sempre foi o nome da cidade: ela já foi chamada no passado de Choquechaca, La Plata, Chuquisaca, La Ilustre e Heroica Sucre. Na Bolívia, é conhecida por todos como "la ciudad blanca" ("a cidade branca") pela cor padrão dos prédios históricos da região central.

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