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16/02/2019 às 08h56

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Deodápolis / MS

Governo não avaliará limite na banda larga, diz ministro
Segundo Marcos Pontes, tema não está na pauta; Plano de Internet das Coisas sai até o fim do ano
Governo não avaliará limite na banda larga, diz ministro
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, durante palestra na Campus Party Brasil 2019, feira de tecnologia que acontece no Expo Center Norte, na zona norte da capital paulista, nesta sexta-feira (15). Foto: Nilton Fukuda

O governo ainda não tem previsão sobre o início da discussão de um tema espinhoso no setor de telecomunicações: o debate sobre o limite de uso de dados para clientes de internet fixa. Segundo o ministro de Ciência, Tecnologia e Telecomunicações (MCTIC), Marcos Pontes, essa demanda das teles não é prioridade agora.

De acordo com Pontes, que falou ao Estado durante a feira Campus Party, o foco dos primeiros cem dias de governo está em projetos de empreendedorismo e inovação. "Tenho um perfil de tomada de decisão baseado em fatos. E o assunto de franquias ainda não está na pauta", disse o ministro.

É um balde de água fria para as empresas de telecomunicações. No início de 2019, o grupo Claro entrou com pedidos na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para cobrar franquia de internet (leia mais ao lado). Nesse modelo, o valor dos planos segue sendo definido por velocidade, mas as empresas podem impor limite ao tráfego de dados aos usuários - quem ultrapassá-lo poderá ter de pagar mais.

Projetos. Pontes disse ainda que o decreto do Plano Nacional de Internet das Coisas deve sair até o fim do ano. "Pedi para a equipe exibir a proposta o quanto antes." Em dezembro, o decreto esteve prestes a ser assinado por Michel Temer, mas foi deixado de lado. Quando for publicado, o plano poderá destravar investimentos e incentivar o desenvolvimento de projetos de "cidades inteligentes".

Outro assunto relevante para o mercado de telecomunicações é a aprovação do Projeto de Lei Complementar 79/2016, que prevê a modernização do marco regulatório do setor, considerado datado. Questionado, Pontes diz que há "uma fila" no Congresso. "O projeto de lei está pronto, mas há outras questões importantes hoje, como a Reforma da Previdência", disse. "A pauta não é prioritária para eles (o Congresso) no momento."

FONTE: Terra

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