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13/02/2019 às 10h10

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Redator

Deodápolis / MS

Piloto teria tentado pouso emergencial no caso Boechat
Especialista analisou imagens do acidente
Piloto teria tentado pouso emergencial no caso Boechat
O apresentador Ricardo Boechat, morto em acidente de helicóptero Foto: José Lucena / Futura Press

SÃO PAULO - As imagens divulgadas até o momento indicam que o piloto realizava um pouso de emergência em uma das vias da Rodovia Anhanguera no momento do acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, segundo o coordenador de Engenharia Aeronáutica da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas, Luiz Henrique Santos. Na queda da aeronave na segunda-feira, 11, morreram o apresentador da Band e o piloto, Ronaldo Quattrucci.

Segundo o especialista, um piloto somente faz um pouso de emergência naquelas condições quando não tem mais controle da aeronave, pois o indicado é pousar no local mais plano e desabitado possível. Além disso, a "curva" feita pouco antes de chegar ao solo também indica que Quattrucci iria "ajustar para o pouso".

"Aquele helicóptero é extremamente robusto, não é comum apresentar falhas", afirma. De acordo com Santos uma falha pode ter origem no projeto e na manutenção.

Por não apresentar fumaça antes de atingir o solo, pelo menos conforme as imagens divulgadas até agora, o professor acredita que a falha pode ter ocorrido no motor principal, o que impacta na hélice maior da cabine. Outra hipótese é que o problema ocorreu no sistema hidráulico. "Fica muito mais difícil controlar o helicóptero."

O professor considera que o choque com o caminhão foi o elemento que impediu o pouso de ser bem sucedido. "O piloto deve ter visto que havia pedágio perto e pensou que os veículos não estariam em alta velocidade, o que tornaria menos arriscado."

Ele ressaltou ainda que, para os padrões da área, a aeronave, uma Bell Jet Ranger, prefixo PT-HPG, não é considerada ultrapassada, mesmo sendo de 1975. A aeronave tinha capacidade para cinco lugares, estava com a declaração anual de inspeção de aviação válida até maio deste ano e com o certificado de aeronavegabilidade válido até maio de 2023, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O equipamento pertencia à empresa RQ Serviços Aéreos Especializados, cuja sede fica no Tatuapé, zona leste, com frota de quatro aeronaves especializada em filmagens, fotografias e reportagem. A companhia não tinha aval para o transporte remunerado de passageiros, segundo a Anac. Quattrucci, que morreu no desastre, era sócio-proprietário da empresa. Anac, Aeronáutica e Polícia Civil investigaram o que provocou a tragédia.

FONTE: Terra

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