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Mato Grosso do Sul

Bolsonaro não vai admitir invasões de terras, diz Tereza Cristina

A coletiva foi realizada na sede da Casa Rural e foi o primeiro compromisso da parlamentar sul-mato-grossense com a imprensa local

10/11/2018 23h50
Por: Redacao
Fonte: Dourados Agora
Coletiva de imprensa ocorreu nesta sexta em Campo Grande Foto: Famasul
Coletiva de imprensa ocorreu nesta sexta em Campo Grande Foto: Famasul

A deputada federal Tereza Cristina, indicada ministra da Agricultura, disse que o presidente eleito Jair Bolsonaro não vai admitir nenhum tipo de invasão de terra. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (9) na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em Campo Grande.

A coletiva foi realizada na sede da Casa Rural e foi o primeiro compromisso da parlamentar sul-mato-grossense com a imprensa local. Durante a abertura, o presidente da Famasul, Maurício Saito, destacou que a indicação de Tereza é um reconhecimento do grande trabalho desenvolvido em prol da agropecuária nacional.

"Apesar de termos inúmeros desafios, dentre eles uma política agrícola que dê previsibilidade ao produtor rural, investimentos em infraestrutura e logística, e questão ambiental, o grande tema de relevância, com certeza, é a segurança jurídica em nosso estado", enfatizou o presidente da Federação.

Saito acrescentou: "O direito de propriedade deve ser o tema a ser observado com especial atenção pela nova ministra e pelo presidente Jair Bolsonaro, pois toda pujança de produção existente em nosso estado é comprometida com a insegurança que este assunto traz ".

A demanda da Famasul à Tereza já consta nas prioridades para o ministério. "O presidente Bolsonaro não vai admitir invasão de qualquer tipo de movimento, seja sem terra ou indígena. A Funai é ligada ao Ministério da Justiça, por tanto, ao futuro ministro Sérgio Moro, estrutura que está sendo desenhada, e ele frisou para mim que, na segurança jurídica, não vai titubear".

Ainda sobre o tema, Tereza pontuou: "Aqui no nosso caso de demarcação de terras indígenas, temos as 19 condicionantes do Supremo. É um assunto recorrente que hoje não é cumprido nas instâncias inferiores da justiça. Acaba sendo judicializado, levando 20 anos ou mais para ter o caso resolvido. Todo mundo perde!".

O secretário de Governo, Eduardo Riedel, ratificou que Tereza terá o apoio do Governo estadual. "Estamos vivendo um momento histórico, um momento de transição, de discussão profunda de modelos, de reformas que virão e, sem dúvida nenhuma, ela é uma protagonista desse processo. E você terá todo nosso apoio Tereza, no que for preciso".

Participaram da coletiva, o secretário da Semagro, Jaime Verruck; o vice-presidente do Sistema Famasul, Luis Alberto Novaes Moraes; o diretor-secretário da Federação, Frederico Stella; o diretor-tesoureiro, Marcelo Bertoni; o superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça; o presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schmaedecke; o diretor da Fiems, Roberto Hollanda; o presidente do MNP, Rafael Gratão; o presidente da Avimasul, Adroaldo Hoffman; o presidente da Associação Novilho Precoce, Nedson Rodrigues, entre outros representantes do setor produtivo.

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