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Mourão diz que debate de Bolsonaro com Haddad não seria um problema

Segundo ele, pelo cenário atual, a expectativa na campanha é que Bolsonaro chegue a 60% dos votos e Haddad, a 40%.

16/10/2018 06h22Atualizado há 9 meses
Por: Redacao
Fonte: Globo
General Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro — Foto: Rickardo Marques/G1 AM
General Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro — Foto: Rickardo Marques/G1 AM

O general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), disse ao blog avaliar que o debate entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) não seria um problema.

"Depois da liberação médica, será preciso fazer um estudo de situação. Um debate é o que a gente chama na linguagem militar de um confronto direto", disse Mourão.

"Nesse cenário, Bolsonaro enfrentaria Haddad com calma e serenidade. Até porque o telhado do Haddad não é de vidro. O telhado de Haddad é de porcelana", disparou o general.

Agora, todo o cuidado na campanha é não errar. Ao blog, Mourão usou uma expressão militar para resumir a estratégia das duas últimas semanas antes da eleição: "Temos que manter a fisionomia da frente".

Segundo ele, pelo cenário atual, a expectativa na campanha é que Bolsonaro chegue a 60% dos votos e Haddad, a 40%.

Ele também disse que há uma demanda grande de políticos para conseguir uma agenda com Bolsonaro. "Tem muita gente querendo um encontro com Bolsonaro. O difícil tem sido encaixar essa agenda", acrescentou.

De todo jeito, há um esforço para tentar alcançar o eleitor tradicional do PT, principalmente entre os que têm renda mais baixa e na região Nordeste. Para isso, Bolsonaro já propôs uma espécie de 13º do Bolsa Família. "Para a região do Nordeste, a proposta será de romper a lógica da indústria da seca", disse Mourão.

Sobre a reforma da Previdência, ele voltou a defender a análise do tema logo depois da eleição. A área política da campanha de Bolsonaro quer tratar do tema apenas no próximo ano. "O ótimo é inimigo do bom. Bolsonaro terá seis meses com capacidade de aprovar matérias no Congresso. Mas se puder resolver isso antes, melhor!", reforçou.

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